Depressão e ansiedade estão impedindo você de trabalhar?
O INSS pode pagar auxílio-doença enquanto você se trata. Fale com um advogado agora.
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Depressão e ansiedade incapacitam para o trabalho tanto quanto uma lesão física. A Previdência Social reconhece isso e paga auxílio-doença enquanto você se trata. O problema é que o INSS nega esses pedidos com frequência, pedindo prova que o segurado nem sabia que precisava reunir. Este guia mostra como pedir auxílio-doença por depressão em 2026, o valor que você recebe, o que fazer se for negado e quando a depressão vira direito à estabilidade no emprego.
Índice do artigo
- 1. O que é auxílio-doença por depressão
- 2. Depressão e ansiedade dão direito a auxílio-doença?
- 3. Qual o valor do auxílio-doença por depressão em 2026
- 4. Como pedir auxílio-doença por depressão no INSS
- 5. Como comprovar depressão para o INSS
- 6. Auxílio-doença por depressão para desempregado
- 7. Auxílio-doença por depressão tem estabilidade?
- 8. Auxílio-doença por depressão negado: o que fazer
- 9. Depressão no trabalho: auxílio-doença acidentário (B91)
- 10. Quando a depressão vira aposentadoria por invalidez
- 11. Perguntas frequentes
Resumo rápido
- Sim, depressão e ansiedade dão direito a auxílio-doença quando incapacitam para o trabalho por mais de 15 dias.
- Valor: 91% da média dos salários de contribuição, limitado ao teto de R$ 8.475,55 em 2026.
- Carência: 12 contribuições mensais, dispensada em caso de depressão grave decorrente de assedio ou acidente de trabalho.
- Desempregado: tem direito se ainda estiver no período de graça (até 36 meses).
- Negado: cabe recurso administrativo em 30 dias ou ação judicial com perícia judicial independente.
O que é auxílio-doença por depressão
Auxílio-doença por depressão é o benefício pago pelo INSS ao segurado que fica incapacitado de trabalhar por causa de transtorno depressivo, ansiedade ou outro quadro psiquiátrico. O nome oficial hoje é Benefício por Incapacidade Temporária, mas quase todo mundo ainda chama de auxílio-doença. É o mesmo benefício.
A base legal está no artigo 59 da Lei 8.213/91. O que a lei exige é simples: você precisa estar incapacitado para o seu trabalho por mais de 15 dias consecutivos e cumprir a carência de 12 meses de contribuição. O INSS não olha só para o diagnóstico. Olha para a incapacidade. Uma pessoa com depressão leve que consegue trabalhar normalmente não tem direito. Uma pessoa com o mesmo diagnóstico que não consegue sair da cama tem.
Os CIDs mais comuns nos pedidos aprovados são F32 (episódio depressivo), F33 (transtorno depressivo recorrente, incluindo F33.1 moderado e F33.2 grave sem sintomas psicóticos), F41 (transtornos ansiosos) e F43 (reações ao estresse grave, como transtorno de estresse pós-traumático). O CID vai no laudo médico. Quanto mais detalhado o laudo, maior a chance de aprovação.
Ponto-chave
O INSS não paga pelo diagnóstico. Paga pela incapacidade. Dois pacientes com o mesmo CID podem ter decisões opostas se um consegue trabalhar e o outro não.
Depressão e ansiedade dão direito a auxílio-doença?
Sim. Depressão e ansiedade dão direito a auxílio-doença sempre que a doença impede você de exercer sua atividade profissional. Transtornos mentais são hoje a terceira maior causa de afastamento previdenciário no Brasil, atrás apenas de lesões ortopédicas e doenças cardíacas. Em 2024, o INSS concedeu mais de 440 mil benefícios por transtornos mentais, segundo dados do Anuário Estatístico da Previdência.
O erro mais comum é achar que "só depressão grave" vale. Não é isso. O que importa é se o quadro clínico atual impede o trabalho. Casos de ansiedade generalizada com crises de pânico, transtorno bipolar em fase depressiva, burnout com sintomas depressivos e transtorno de estresse pós-traumático são concedidos com frequência quando bem documentados.
Quadros mais aprovados pelo INSS
| CID | Quadro | Sinal de incapacidade |
|---|---|---|
| F32.1 / F32.2 | Episódio depressivo moderado ou grave | Falta de concentração, choro frequente, perda de interesse pelo trabalho |
| F33.1 / F33.2 | Depressão recorrente moderada ou grave | Histórico de episódios anteriores, internação, tentativa de suicídio |
| F41.0 / F41.1 | Transtorno de pânico ou ansiedade generalizada | Crises de pânico recorrentes, taquicardia, impossibilidade de sair de casa |
| F43.1 | Transtorno de estresse pós-traumático | Trauma específico, flashbacks, evitação do local do trabalho |
| Z73.0 | Síndrome de burnout | Exaustão emocional ligada ao trabalho, despersonalização |
| F31 | Transtorno afetivo bipolar | Fase depressiva ou maníaca em curso |
Para entender como o INSS avalia esses casos na prática, veja o guia completo de como comprovar depressão para o INSS com modelos de laudo e checklist de documentos.
Qual o valor do auxílio-doença por depressão em 2026
O valor do auxílio-doença por depressão em 2026 corresponde a 91% da média dos seus salários de contribuição desde julho de 1994, limitado ao teto do INSS de R$ 8.475,55. O piso é o salário mínimo (R$ 1.621). Ninguém recebe menos que isso.
Imagine a Marina, 38 anos, analista administrativa, que contribui há 10 anos sobre um salário médio de R$ 4.200. Afastada por episódio depressivo grave (F32.2), ela receberá cerca de R$ 3.822 por mês (91% de R$ 4.200). Já o Rodrigo, 45 anos, eletricista autônomo que contribui pelo plano simplificado sobre o salário mínimo, recebe R$ 1.621 enquanto estiver afastado.
Como o INSS calcula o valor
| Etapa | Como funciona |
|---|---|
| 1. Média dos salários | Soma dos salários de contribuição desde 07/1994, dividida pelo número de meses |
| 2. Aplicação do coeficiente | 91% dessa média (regra atual após a Reforma) |
| 3. Teto e piso | Nunca inferior a R$ 1.621 (SM) nem superior a R$ 8.475,55 (teto 2026) |
| 4. Teto específico | Não pode ultrapassar a média dos últimos 12 salários recebidos |
Esse limite dos últimos 12 meses foi introduzido pela MP 1.113/2022 e virou lei. Se você recebia muito mais no início da carreira e menos nos últimos anos, o benefício vai refletir o que você ganhava mais recentemente. É uma regra que reduziu o valor médio dos benefícios desde 2022.
Afastamento INSS depressão: qual valor do salário e qual período
O período do auxílio-doença por depressão varia conforme a avaliação pericial. O médico perito define uma Data de Cessação do Benefício (DCB) que pode ir de 30 dias a vários meses, dependendo da gravidade. Antes de a DCB chegar, você pode pedir prórroga nos últimos 15 dias de vigência através do Meu INSS. Se o perito atual acreditar que você ainda está incapacitado, o benefício continua.
Pedido negado ou valor errado?
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Como pedir auxílio-doença por depressão no INSS

Pedir auxílio-doença por depressão no INSS envolve seis passos. O que decide a aprovação não é preencher o formulário direito. É a prova médica que você leva à perícia. Antes de abrir o pedido, reuna todos os documentos abaixo.
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Passo a passo para abrir o pedido no Meu INSS
1. Acesse meu.inss.gov.br ou o aplicativo Meu INSS com seu login gov.br. 2. Procure por "Benefício por Incapacidade Temporária". 3. Clique em "Novo Requerimento". 4. Anexe atestado médico recente (com CID, duração do afastamento e assinatura do médico). 5. Escolha a modalidade: Análise Documental (sem perícia presencial, para benefícios de até 180 dias) ou agendamento de perícia. 6. Confirme e guarde o protocolo.
Desde 2024, o INSS aceita a Análise Documental (chamada de Atestmed) para pedidos de até 180 dias de afastamento. O perito analisa só os documentos, sem exigir presença. Isso agiliza a decisão, mas depende de o laudo médico estar completo. Em casos de depressão grave ou pedidos mais longos, agende a perícia presencial.
Documentos que não podem faltar
Documentos recomendados
- RG e CPF do segurado
- Número do PIS/PASEP/NIT
- Atestado médico recente com CID da doença (F32, F33, F41 etc.) e tempo de afastamento
- Laudo detalhado do psiquiatra ou psicólogo descrevendo sintomas, trajetória da doença e tratamento atual
- Receitas médicas e caixas vazias dos medicamentos em uso
- Relatórios de terapia e internações anteriores, se houver
- Exames complementares (ressonancia magnética, dosagem hormonal, se solicitados)
- Carteira de Trabalho e extrato CNIS atualizado
- Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), se a depressão for ligada ao emprego
O que esperar da perícia médica
Na perícia, o médico do INSS vai conversar com você e analisar os documentos. Vá acompanhado se possível, principalmente se os sintomas atrapalham a comunicação. Não esconda informações: tentativas de suicídio, internações, medicações controladas, perda de peso, insônia. Tudo isso ajuda a mostrar a gravidade real do quadro. O perito não está ali para fazer terapia. Está para avaliar se você consegue ou não trabalhar.
Como comprovar depressão para o INSS

Comprovar depressão para o INSS exige mais do que atestado curto dizendo "paciente com depressão, afastar 30 dias". O perito precisa ver uma história médica consistente. O laudo ideal traz: diagnóstico com CID, data de início dos sintomas, descrição dos sintomas atuais, tratamento em curso (medicamentos e dosagens, psicoterapia), tentativas anteriores de tratamento que não funcionaram, resposta ao tratamento atual e por que o paciente está incapaz de trabalhar.
Receitas de antidepressivos como sertralina, escitalopram, venlafaxina, bupropiona, mirtazapina e ansiolíticos como clonazepam ou alprazolam ajudam a confirmar o tratamento continuado. Guarde todas as caixas vazias e receitas carimbadas. Elas servem como linha do tempo da sua doença.
Decisões que reforçam o direito ao benefício
1. TRF-4, Apelação Cível — depressão grave com internações
O Tribunal Regional Federal da 4ª Região reconhece que, em casos de depressão grave com histórico de internações psiquiátricas, laudos psiquiátricos circunstanciados prevalecem sobre a conclusão superficial da perícia administrativa quando esta se limita a dizer que o segurado está apto.
2. TRF-3, Apelação — incapacidade por burnout
Decisões do TRF-3 reconhecem a Síndrome de Burnout (CID Z73.0, agora incluída no CID-11 como doença ocupacional pela OMS) como geradora de incapacidade quando há nexo com o ambiente de trabalho e laudo médico detalhado.
Precisa de ajuda para montar essa documentação? Veja o passo a passo completo em como comprovar depressão para o INSS.
Auxílio-doença por depressão para desempregado
Quem está desempregado pode pedir auxílio-doença por depressão se ainda estiver dentro do período de graça. É o tempo em que a pessoa mantém a qualidade de segurado mesmo sem contribuir. Para quem trabalhava com carteira assinada, o período básico é de 12 meses após a última contribuição, podendo chegar a 24 meses se o segurado tiver mais de 120 contribuições, e a 36 meses se, além disso, estiver comprovadamente desempregado (com registro no sistema do Ministério do Trabalho).
| Situação | Período de graça |
|---|---|
| Segurado comum (CLT, autônomo, MEI) | 12 meses após a última contribuição |
| Com mais de 120 contribuições | 24 meses |
| 120+ contribuições e desemprego comprovado | 36 meses |
| Em gozo de auxílio-doença anterior | Mantém a qualidade enquanto durar o benefício |
Auxílio-doença depressão desempregado valor
O valor para quem está desempregado segue a mesma fórmula: 91% da média dos salários de contribuição desde julho de 1994. Não importa que a pessoa esteja sem trabalho atualmente. Importa o histórico de contribuições. Se a pessoa contribuiu durante anos sobre R$ 3.000, por exemplo, receberá cerca de R$ 2.730 enquanto afastada, mesmo estando desempregada.
Para comprovar que ainda está no período de graça, apresente o extrato CNIS atualizado (disponível no Meu INSS) e, se tiver, comprovante de inscrição em programas de seguro-desemprego ou SINE.
Auxílio-doença por depressão tem estabilidade?
Depende do tipo de benefício. Existem duas modalidades principais: o B31 (auxílio-doença previdenciário) e o B91 (auxílio-doença acidentário). Só o B91 dá estabilidade de 12 meses no emprego após a alta.
| Modalidade | Código | Estabilidade | FGTS durante afastamento |
|---|---|---|---|
| Previdenciário | B31 | Não | Não depósita |
| Acidentário | B91 | 12 meses após a alta | Depósita normalmente |
A estabilidade do B91 vem do artigo 118 da Lei 8.213/91. Súmula 378 do TST confirma: o segurado que recebeu auxílio-doença acidentário por mais de 15 dias tem direito à estabilidade de 12 meses depois do retorno. Se a empresa demitir dentro desse prazo, cabe reintegração ou indenização pelos salários do período.
O ponto crítico é conseguir o reconhecimento do nexo entre o trabalho e a depressão. Sem isso, o benefício sai como B31 (previdenciário) e não dá estabilidade. Veja mais em depressão no trabalho: direitos e indenização.
Auxílio-doença por depressão negado: o que fazer
Auxílio-doença por depressão negado é situação comum. Em muitos casos, o perito concorda que existe a doença, mas conclui que não há incapacidade atual. Isso não encerra o caso. O segurado tem duas saídas: recurso administrativo ou ação judicial.
Nesta seção
Como entrar com recurso no próprio INSS
O prazo é de 30 dias contados da ciência do indeferimento. O recurso é feito pelo Meu INSS, enderecado ao Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS). Anexe novo laudo médico mais detalhado, exames complementares e relatório da terapia atual. A decisão costuma demorar entre 60 e 180 dias. Enquanto o recurso tramita, você pode pedir reagendamento de perícia se o quadro piorou.
Quando partir para ação na justiça
Se o recurso administrativo foi negado ou se o caso é urgente, cabe ação judicial. A grande vantagem é a perícia judicial, feita por médico nomeado pelo juiz, geralmente mais aprofundada que a do INSS. Em pedidos de depressão grave com internação ou tentativa de suicídio, o juiz pode conceder tutela de urgência e pagar o benefício antes mesmo da sentença final.
Caso o INSS seja condenado, você recebe os valores retroativos à data do primeiro pedido administrativo, com correção e juros. Isso pode somar meses ou até anos de benefício em um único pagamento.
Erros que fazem o INSS negar o pedido
Atestado curto demais, sem detalhar sintomas e tratamento. Falta de histórico médico, com só uma consulta recente. Ausência de receitas e caixas de remédio comprovando tratamento continuado. Pedido feito antes de 15 dias de afastamento (o INSS não paga os 15 primeiros dias de empregados CLT, cargos da empresa). Falta de agendamento ou falta à perícia marcada. Qualidade de segurado perdida pelo tempo sem contribuir.
Ponto-chave
Negação do INSS não é a palavra final. A perícia judicial costuma reverter mais da metade dos indeferimentos em casos de doença mental bem documentada.
Depressão no trabalho: auxílio-doença acidentário (B91)
Quando a depressão tem relação com o trabalho, o benefício pode sair como B91 (auxílio-doença acidentário). Essa modalidade garante três vantagens práticas: estabilidade de 12 meses no emprego após a alta (Súmula 378/TST), depósitos de FGTS durante todo o afastamento e abertura do caminho para pedir indenização por danos morais e materiais contra o empregador.
Síndrome de burnout, depressão decorrente de assédio moral, transtorno de estresse pós-traumático causado por acidente de trabalho ou episódio violento no ambiente laboral são os quadros mais frequentes nessa modalidade. A OMS inclui o burnout no CID-11 como doença ocupacional, e o INSS passou a aceitá-lo com mais frequência.
Como transformar o B31 em B91
O empregador é obrigado a emitir a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) em até 24 horas quando a doença tem nexo com o emprego. Se recusar, o próprio empregado, o médico ou o sindicato podem emitir. Com a CAT em mãos, o INSS avalia o nexo técnico. Mesmo sem CAT, o INSS pode reconhecer o Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário (NTEP) por meio dos CNAEs com maior incidência de doença mental.
Imagine a Carolina, operadora de telemarketing há 4 anos em uma central com metas abusivas. Desenvolve depressão grave e tentativa de suicídio. Com laudo médico ligando o quadro ao ambiente de trabalho e testemunhas das condições da empresa, consegue a conversão do benefício em B91, estabilidade após a alta e indenização por danos morais. É cenário comum em call centers, bancos, hospitais e professores da rede pública.
Veja o guia completo sobre depressão no trabalho: direitos e indenização para entender os passos de recuperação do nexo ocupacional.
Quando a depressão vira aposentadoria por invalidez
Depressão e ansiedade podem gerar aposentadoria por invalidez (hoje chamada de Aposentadoria por Incapacidade Permanente) quando o quadro clínico impede o segurado de voltar a qualquer tipo de trabalho e não há perspectiva de recuperação. É a situação do segurado que já passou por múltiplas tentativas de tratamento, teve internações psiquiátricas repetidas, apresenta ideação suicida persistente ou sequelas cognitivas graves.
O caminho natural é passar primeiro por vários períodos de auxílio-doença. Se, mesmo com tratamento, a incapacidade persistir e piorar, o perito do INSS pode converter o B31 ou B91 em aposentadoria por invalidez. Veja o detalhamento em aposentadoria por invalidez 2026.
Para quem já está aposentado por invalidez e sofre com depressão grave, existe ainda o adicional de 25% quando o segurado precisa de assistência permanente de outra pessoa. Veja também situações específicas como quem fez cirurgia tem direito a auxílio-doença e BPC autismo e síndrome de Down para outros benefícios por incapacidade.
Perguntas frequentes
Não enfrente o INSS sozinho
Quanto mais cedo um advogado analisa seu caso, maior a chance de aprovação. Fale com a gente agora.
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