Ouvir falar em pente fino do INSS costuma dar um frio na barriga, não é? Mas calma. Antes de mais nada, é preciso entender que esse é um procedimento de rotina do Instituto para revisar benefícios por incapacidade, como o auxílio-doença e a aposentadoria por invalidez.
O objetivo é simples: verificar se o segurado ainda cumpre os requisitos que deram origem ao benefício. É como uma auditoria para garantir que os pagamentos cheguem a quem realmente precisa, combatendo fraudes e irregularidades.
O que é o pente fino do INSS e por que você deve se preparar
O pente-fino do INSS é a revisão periódica dos benefícios por incapacidade (auxílio-doença e aposentadoria por invalidez) para verificar se o segurado ainda preenche os requisitos para manutenção do pagamento. Previsto no Art. 69 da Lei nº 8.212/91 e regulamentado pela Lei nº 13.457/2017, o pente-fino convoca beneficiários para nova perícia médica. Quem não comparecer pode ter o benefício suspenso.
O pente-fino do INSS é a revisão periódica dos benefícios por incapacidade (auxílio-doença e aposentadoria por invalidez) para verificar se o segurado ainda preenche os requisitos para manutenção do pagamento. Previsto no Art. 69 da Lei nº 8.212/91 e regulamentado pela Lei nº 13.457/2017, o pente-fino convoca beneficiários para nova perícia médica. Quem não comparecer pode ter o benefício suspenso.

Embora o nome “pente fino” soe intimidador, encare a convocação de outra forma: é uma chance de confirmar que seu direito continua válido. Pense no INSS como o administrador de um enorme fundo público, criado para amparar milhões de brasileiros em momentos difíceis. De tempos em tempos, é fundamental que ele confira se os recursos estão sendo usados da maneira correta. É aí que entra a revisão.
O foco principal é garantir a saúde financeira do sistema previdenciário. O processo busca identificar benefícios que talvez tenham sido liberados por engano ou, mais comumente, casos em que a situação do segurado mudou. Por exemplo, alguém que recebia auxílio-doença pode ter recuperado a capacidade para o trabalho. Se isso acontecer, o benefício já cumpriu seu papel.
Para quem depende desses valores, ser chamado para a revisão não é uma acusação. É um chamado para comprovar que você ainda precisa do amparo.
Por que a preparação é fundamental
Aqui está o ponto mais importante: ignorar a convocação ou não apresentar os documentos certos pode levar à suspensão imediata e, em seguida, ao cancelamento definitivo do seu benefício. O INSS não brinca com prazos, e a ausência de resposta é vista como um sinal de irregularidade.
Por isso, organização e agilidade são seus maiores trunfos.
Este guia foi pensado para trocar a sua incerteza por um plano de ação claro. Nos próximos tópicos, vamos mergulhar em cada detalhe:
- Quem está no grupo de risco: Vamos mostrar quais características colocam um benefício na mira da revisão.
- Como agir ao ser notificado: Um passo a passo prático para você responder à convocação sem cometer erros bobos.
- A documentação que faz a diferença: Saiba quais laudos, exames e relatórios médicos são indispensáveis para montar uma defesa forte.
- Quando procurar ajuda jurídica: Entenda o momento certo de chamar um especialista para lutar pelos seus direitos.
Entender como funciona a perícia médica é outro ponto crucial. Temos um guia completo explicando como funciona a perícia do INSS para o BPC, que pode trazer informações úteis para o seu caso.
Se você foi convocado ou está com medo de ser, não entre em pânico. A informação correta é a melhor ferramenta para manter seu benefício seguro. Se precisar de uma ajuda imediata, fale com nossa equipe especializada pelo WhatsApp.
Quem pode ser convocado para o pente fino
Muita gente pensa que a convocação para o pente fino do INSS é uma questão de sorte, como um sorteio. Mas a verdade é bem diferente. O processo é muito bem direcionado, com foco total em grupos específicos de beneficiários onde o INSS acredita ter mais chances de encontrar alguma irregularidade.
Na prática, a convocação não é aleatória. O sistema do INSS cruza uma infinidade de dados e acende um alerta quando um benefício se encaixa em certos perfis. É uma forma de tornar a revisão mais inteligente e eficiente, indo direto ao ponto. Entender quem está na mira é o primeiro passo para saber se você corre algum risco.
Os principais alvos da revisão do INSS
No topo da lista estão os beneficiários de auxílio por incapacidade temporária, o antigo auxílio-doença. O alvo principal são aqueles que recebem o benefício sem uma data certa para acabar, a famosa “data de cessação do benefício” (DCB). Se você já recebe o auxílio há mais de seis meses e não passou por nenhuma perícia nova, suas chances de ser chamado são altíssimas.
Os aposentados por incapacidade permanente (a antiga aposentadoria por invalidez) também são um alvo constante. O INSS faz essas revisões para conferir se a condição que causou a incapacidade ainda existe. O foco costuma ser em segurados mais jovens ou naqueles que estão há mais de dois anos sem passar por uma perícia de reavaliação.
A lógica do INSS é bem simples: a saúde de uma pessoa pode mudar com o tempo. Um benefício que foi concedido cinco anos atrás, com base em laudos daquela época, precisa ser checado para ter certeza de que a incapacidade para o trabalho continua sendo uma realidade hoje.
Beneficiários do BPC/LOAS e outros casos
Além dos benefícios por incapacidade, quem recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS) está sempre no radar do INSS. A fiscalização aqui acontece em duas frentes principais:
- Critério de Renda: O INSS cruza informações para ver se a renda por pessoa da sua família ainda está dentro do limite exigido por lei. Qualquer aumento pode gerar uma convocação.
- Dados Cadastrais: Manter o Cadastro Único (CadÚnico) atualizado é obrigatório. Se seus dados estiverem desatualizados, isso por si só já é um grande motivo para ser chamado.
O INSS tem intensificado o pente-fino, cruzando dados com outras bases do governo para encontrar irregularidades. Abaixo, resumimos os principais pontos que podem colocar um benefício na malha fina.
Principais motivos que levam um benefício ao pente fino
Esta tabela resume os critérios e situações mais comuns que fazem com que o INSS selecione um benefício para revisão detalhada.
| Critério de Risco | Benefícios Mais Afetados | O Que o INSS Verifica |
|---|---|---|
| Longa duração sem perícia | Auxílio por incapacidade temporária; Aposentadoria por incapacidade permanente | Se a incapacidade que originou o benefício ainda persiste, através de nova perícia médica e análise de laudos recentes. |
| Ausência de data de cessação (DCB) | Auxílio por incapacidade temporária | A necessidade de manter o benefício ativo, buscando estabelecer um prazo para o fim ou converter para aposentadoria, se for o caso. |
| Indícios de recuperação da capacidade | Aposentadoria por incapacidade permanente; Auxílio por incapacidade temporária | Se o segurado voltou a trabalhar, abriu empresa ou se há novos tratamentos que possam ter revertido a condição incapacitante. |
| Renda familiar acima do limite | Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS) | Se a renda por pessoa do grupo familiar ultrapassou o limite legal de 1/4 do salário mínimo, usando dados do CadÚnico e outras fontes. |
| Cadastro Único desatualizado | Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS) | Se os dados do CadÚnico não foram atualizados nos últimos dois anos, o que é um requisito obrigatório para a manutenção do benefício. |
| Suspeita de fraude ou erro | Todos os benefícios | Qualquer inconsistência encontrada no cruzamento de dados, como acúmulo indevido de benefícios, informações falsas ou erros na concessão inicial. |
Ficar de olho nesses pontos é fundamental. Se você se encaixa em alguma dessas situações, a melhor estratégia é se antecipar e organizar sua documentação. Para entender melhor como essas suspensões funcionam, veja mais detalhes sobre o pente-fino do INSS.
Um exemplo prático para ilustrar
Vamos imaginar o caso do João. Ele conseguiu sua aposentadoria por invalidez em 2018, por meio de uma ação na Justiça, por causa de uma lesão grave na coluna. Desde que o benefício foi concedido, ele nunca mais foi chamado para uma perícia no INSS.
O sistema do instituto pode facilmente identificar o benefício do João como um “benefício de longa duração sem reavaliação pericial”. Mesmo que tenha sido uma decisão judicial, a lei determina que o INSS revise esses casos para ver se a incapacidade ainda existe. Por isso, o João tem um perfil com altíssima chance de ser convocado. Se ele não tiver laudos e exames médicos recentes para provar que sua condição não melhorou, seu benefício corre um sério risco.
Se você se identificou com algum desses perfis ou ficou com a pulga atrás da orelha sobre sua situação, a melhor coisa a fazer é se precaver. Mantenha seus laudos médicos em dia e seus dados no CadÚnico sempre atualizados. Se precisar de uma análise mais a fundo do seu caso, nossa equipe de especialistas está à disposição para ajudar pelo WhatsApp.
Fui convocado, e agora? Um guia de ação imediata
Receber aquela carta de convocação do pente-fino do INSS pode dar um frio na barriga. É uma mistura de surpresa com ansiedade. Mas respire fundo. O segredo para passar por essa fase sem dor de cabeça é agir com calma, método e, principalmente, sem pânico.
Encare a notificação não como um problema, mas como um procedimento que exige sua atenção imediata.
A pior coisa que você pode fazer é ignorar o chamado ou deixar para a última hora. O INSS é extremamente rigoroso com prazos, e a falta de resposta leva direto à suspensão do seu benefício. Simples assim. Este guia foi feito para te dar o passo a passo, garantindo que nenhum detalhe coloque seu direito em risco.
Verifique a autenticidade da convocação
Antes de mais nada, a primeira coisa é confirmar se a convocação é mesmo do INSS e não uma tentativa de golpe. Infelizmente, isso acontece. O INSS usa canais bem específicos para falar com os segurados, e você precisa conhecê-los.
A notificação pode chegar de algumas formas:
- Carta com Aviso de Recebimento (AR): Esse é o método mais comum, entregue no endereço que você cadastrou lá no INSS.
- Notificação no aplicativo Meu INSS: Assim que você entra na sua conta, pode aparecer uma mensagem bem na tela inicial avisando sobre a convocação.
- Aviso no extrato bancário: Dê uma olhada no extrato de pagamento do seu benefício. Às vezes, o INSS coloca um aviso ali, pedindo para agendar a perícia ou entregar documentos.
- Ligação da Central 135: O INSS pode te ligar, mas sempre será do número oficial. Desconfie de qualquer ligação pedindo dados pessoais, senhas ou número de cartão.
Fique atento: o INSS nunca vai pedir depósitos, transferências ou qualquer tipo de pagamento para manter seu benefício ativo. Se a comunicação parecer estranha ou pedir dinheiro, é golpe na certa. Na dúvida, desligue o telefone, acesse o Meu INSS ou ligue você mesmo para a Central 135 para confirmar.
O infográfico abaixo mostra os alvos mais comuns do pente-fino, te ajudando a entender por que seu benefício pode ter sido selecionado.

Como o processo mostra, benefícios muito antigos, aqueles sem data para acabar ou com alguma suspeita de renda incompatível são os que mais entram na mira do sistema.
Um checklist de ação imediata
Depois de ter certeza de que a convocação é verdadeira, o relógio começa a correr. O prazo para você apresentar sua defesa ou agendar uma perícia geralmente é de 30 a 60 dias, dependendo do que a notificação diz. Perder esse prazo significa a suspensão automática do seu pagamento.
Siga este checklist para não se enrolar:
Identifique e anote o prazo final: Assim que pegar a notificação, a primeira coisa é achar a data limite para a sua resposta. Marque no calendário, cole um bilhete na geladeira, coloque um alarme no celular – faça o que for preciso para não esquecer. Esse é o seu compromisso mais importante agora.
Comece a juntar sua documentação médica: Não deixe para depois. Ligue hoje mesmo para o seu médico e agende uma consulta. Você vai precisar de um laudo atualizado, bem detalhado e com o CID da sua doença. Peça também cópias de exames e receitas recentes. São esses papéis que vão sustentar sua defesa.
Organize seus documentos pessoais: Deixe separado seu RG, CPF e um comprovante de residência atualizado. Veja se está tudo legível e em bom estado. Se o seu benefício for o BPC/LOAS, confira se o seu CadÚnico está atualizado – essa é uma exigência fundamental e que derruba muito benefício.
Considere buscar ajuda jurídica: Um advogado especialista em direito previdenciário sabe exatamente como o INSS pensa. Ele pode analisar sua convocação, dizer qual o melhor caminho e garantir que sua defesa seja a mais forte possível. Essa ajuda pode ser o que vai fazer a diferença entre manter ou perder seu benefício.
Agir de forma organizada é o melhor remédio contra o nervosismo. Cada item que você risca desse checklist é um passo a mais na proteção do seu direito. Se sentir que é muita coisa ou tiver dúvida sobre algum documento, não hesite. Procure ajuda profissional.
Fale com nossa equipe de especialistas pelo WhatsApp e receba uma orientação clara e imediata para o seu caso.
Construindo sua defesa com a documentação correta

Quando o pente-fino do INSS bate à porta, seus documentos deixam de ser meros papéis e se transformam na sua principal linha de defesa. Eles contam a sua história e provam, de forma concreta, por que o seu benefício é um direito.
Uma defesa bem-sucedida é construída sobre uma base sólida de provas. A qualidade da sua documentação pode ser o que separa a manutenção do seu benefício de um longo e desgastante processo de recurso.
Pense nisso como montar um quebra-cabeça para o perito do INSS. Cada documento é uma peça que, ao se encaixar com as outras, forma uma imagem clara e incontestável da sua condição. O objetivo é não deixar nenhuma ponta solta.
O laudo médico como pilar da sua defesa
O coração de toda a sua argumentação é, sem dúvida, o laudo médico. Um laudo fraco, antigo ou genérico demais é um convite para o INSS questionar seu direito. Para que ele realmente funcione a seu favor, precisa atender a alguns critérios que o perito vai procurar.
Um laudo médico robusto deve ser:
- Recente: Documentos com mais de 3 ou 4 meses perdem a força. O INSS quer saber como você está agora, não como estava há um ano.
- Detalhado: O ideal é que o laudo explique sua condição em detalhes, descrevendo sintomas, limitações e, o mais importante, como a doença impacta sua capacidade de trabalhar.
- Claro e Legível: Letra de médico é famosa por ser difícil, mas aqui isso não pode acontecer. Letra ilegível ou termos técnicos sem explicação podem invalidar o documento.
- Conclusivo: É fundamental que o laudo afirme com clareza a sua incapacidade para o trabalho, seja ela temporária ou permanente.
Além disso, a presença do CID (Classificação Internacional de Doenças) é obrigatória. Sem o CID, o laudo perde boa parte do seu valor legal para o INSS. Se possível, peça ao seu médico para incluir uma estimativa de tempo para recuperação ou, se for o caso, declarar que a condição é crônica.
Dica Prática: Ao agendar a consulta, seja direto com seu médico. Explique que você foi convocado para uma revisão do INSS e que precisa de um relatório completo e detalhado para essa finalidade. Um profissional que entende o objetivo do documento consegue preparar um laudo muito mais forte.
Para ter uma ideia clara do que apresentar, confira nosso exemplo de laudo médico pericial para solicitar benefício no INSS.
Além do laudo: o que mais apresentar?
Embora o laudo seja a peça central, ele não pode trabalhar sozinho. Outros documentos funcionam como provas de apoio, fortalecendo e confirmando as informações do relatório principal. É a soma de todas essas provas que cria uma defesa difícil de ser contestada.
Não subestime a importância de organizar um dossiê completo. A falta de um único exame ou receita pode levantar dúvidas ou enfraquecer seu caso. Por isso, a organização prévia é tão importante: ela demonstra seriedade e transparência para quem está analisando seu processo.
Checklist de documentos essenciais para sua defesa
Para te ajudar a não esquecer nada, preparamos uma tabela prática. Use este checklist como um guia para reunir tudo o que você precisa e chegar no dia da perícia com total segurança.
| Tipo de Documento | O que Incluir | Dica Importante |
|---|---|---|
| Laudos e Relatórios Médicos | Laudos atualizados de todos os profissionais que te acompanham (especialistas, fisioterapeutas, psicólogos etc.). Devem conter CID, data, assinatura e carimbo. | Peça ao médico para descrever suas limitações diárias e profissionais. Quanto mais específico, melhor para o perito entender sua situação. |
| Exames Complementares | Exames de imagem (raio-x, ressonância), exames de sangue, laudos de biópsias e outros que comprovem o diagnóstico e a evolução da doença. | Organize os exames em ordem cronológica, do mais antigo para o mais recente. Isso mostra a evolução (ou persistência) do seu quadro clínico. |
| Receitas e Comprovantes | Receitas de medicamentos de uso contínuo, notas fiscais da compra de remédios e comprovantes de tratamentos (sessões de fisioterapia, terapias, etc.). | Guarde tudo! Esses documentos provam que você está seguindo o tratamento recomendado, o que reforça a necessidade do benefício. |
| Prontuários e Atestados | Cópia do seu prontuário médico em hospitais ou clínicas e atestados de afastamentos anteriores do trabalho, se tiver. | O prontuário é um histórico valioso da sua saúde e pode ser solicitado diretamente na instituição onde você foi atendido. |
| Documentos Específicos do BPC | Comprovante de que seu Cadastro Único (CadÚnico) está atualizado nos últimos 2 anos e documentos de todos que moram na casa para comprovar a renda familiar. | Um CadÚnico desatualizado é motivo para o corte imediato do BPC. Verifique sua situação no CRAS mais próximo antes de qualquer coisa. |
Reunir essa papelada toda pode parecer trabalhoso, mas acredite: é o investimento mais importante que você pode fazer para proteger seu benefício. Se sentir que a tarefa é muito complexa ou tiver dúvidas, não hesite em procurar ajuda especializada.
E se o meu benefício for cortado, o que eu faço?
Receber a notícia de que seu benefício foi cancelado depois do pente-fino do INSS é, sem dúvida, um balde de água fria. A sensação de frustração e preocupação é totalmente normal, mas respire fundo: essa não é, necessariamente, uma decisão definitiva.
Existem caminhos para contestar esse corte e lutar para ter seu direito de volta. O segredo é agir rápido e do jeito certo, porque é isso que vai definir suas chances de reverter o jogo. Não veja o cancelamento como o fim da linha, mas como o começo da batalha para defender o que é seu.
Primeiro passo: entenda por que cortaram o benefício
Antes de sair correndo, você precisa saber exatamente por que o INSS parou o seu pagamento. Essa informação é a peça-chave de toda a sua defesa. A justificativa do corte estará detalhada na carta de decisão ou no comunicado que você recebe, e que também fica disponível no aplicativo ou site Meu INSS.
Os motivos mais comuns são:
- A perícia médica deu resultado negativo: O perito entendeu que você já se recuperou e pode voltar a trabalhar.
- Faltou algum documento: Você deixou de entregar um laudo médico novo ou alguma outra prova que pediram.
- Sua renda passou do limite (no caso do BPC/LOAS): O INSS cruzou dados e viu que a renda da sua família está acima do permitido.
- Você não apareceu: Faltar à perícia ou não responder a uma convocação no prazo leva ao corte automático.
Sabendo o motivo, você já tem o mapa para saber quais argumentos e documentos vai precisar para virar essa decisão.
Aliás, uma boa dica é usar os canais oficiais do governo para se informar.
O canal oficial do INSS no YouTube, por exemplo, tem vários vídeos que ensinam a mexer no sistema e a entender os processos. Usar essas ferramentas a seu favor ajuda muito a saber o que fazer.
A primeira chance: o recurso administrativo
Seu primeiro round nessa luta é dentro do próprio INSS. Você tem o direito de apresentar um recurso administrativo, que é basicamente pedir para que um setor superior do Instituto olhe seu caso de novo. É a sua oportunidade de apresentar novos argumentos, juntar aqueles documentos que faltaram ou até mostrar que houve um erro na primeira análise.
Fique muito atento ao prazo: você tem 30 dias a partir da data em que foi notificado do corte para entrar com o recurso. Se perder esse prazo, é como se você estivesse concordando com a decisão do INSS, e aí o caminho para reverter fica bem mais complicado. O bom é que você pode fazer tudo pelo Meu INSS, sem precisar sair de casa.
Nessa fase, sua defesa precisa ser cirúrgica, atacando exatamente o motivo do corte. Se a perícia foi o problema, por exemplo, consiga laudos médicos mais completos, exames recentes e relatórios que mostrem o contrário do que o perito concluiu.
Lembre-se: agora, a responsabilidade de provar que a decisão está errada é sua. Você precisa mostrar, com todas as letras e documentos, que o INSS se equivocou e que você continua cumprindo todos os requisitos para receber o benefício.
Quando a Justiça é o caminho: a ação judicial
Muitas vezes, mesmo com o recurso, o INSS bate o pé e mantém o corte. Quando isso acontece, sua alternativa mais forte é levar o caso para a Justiça. Entrar com uma ação judicial significa tirar a decisão das mãos do INSS e colocá-la nas mãos de um juiz.
Aqui, a ajuda de um advogado especialista em direito previdenciário se torna fundamental. Ele vai analisar todo o seu caso, encontrar as falhas do INSS e montar um processo forte. Na Justiça, a análise é muito mais detalhada, e novas provas, como uma perícia feita por um médico de confiança do juiz, podem ser solicitadas.
E tem uma grande vantagem: se a Justiça der a vitória para você, é possível não só reativar o seu benefício, mas também receber todo o dinheiro atrasado que você deixou de ganhar desde o dia do corte, tudo com juros e correção monetária.
A mensagem principal é esta: não desista. O corte do benefício é um obstáculo, mas não precisa ser o fim do seu direito. Se você acredita que a decisão foi injusta, existem ferramentas para lutar por ele.
Seu benefício foi cortado e você não sabe por onde começar? Fale com nossa equipe de especialistas pelo WhatsApp. Podemos analisar o seu caso e te mostrar o melhor caminho a seguir.
Como um advogado especialista pode proteger seu direito
Encarar o pente-fino do INSS por conta própria pode ser uma verdadeira dor de cabeça. Muitos segurados pensam que contratar um advogado é um gasto a mais, mas, na verdade, é um investimento para garantir a segurança e a continuidade do seu benefício.
A atuação de um advogado previdenciário vai muito além de só juntar papéis. Esse profissional tem o conhecimento técnico para mergulhar no seu caso, encontrar possíveis falhas do INSS e usar os argumentos certos para montar uma defesa forte de verdade.
A análise técnica que faz a diferença
Um especialista sabe exatamente o que o perito do INSS quer ver em um laudo médico e como os documentos precisam ser organizados para não deixar nenhuma ponta solta. Ele vai te orientar sobre como se comportar na perícia, que informações destacar e como responder às perguntas de um jeito claro e direto.
Essa preparação estratégica aumenta, e muito, suas chances de sucesso. Muitas vezes, um benefício acaba sendo cortado não porque a pessoa perdeu o direito, mas porque a defesa foi malfeita ou estava incompleta.
Um advogado não cria o seu direito, mas ele faz com que esse direito seja visto e respeitado. A análise técnica dele transforma uma pilha de papéis em uma defesa que faz sentido, mostrando para o INSS o caminho lógico para manter seu benefício.
Acessibilidade e foco no resultado
Com a tecnologia, o suporte jurídico ficou bem mais fácil de conseguir. Hoje, você pode ter um atendimento 100% digital e resolver tudo pelo celular, sem precisar sair de casa. Essa facilidade ajuda demais, principalmente quem tem alguma dificuldade para se locomover.
Outro ponto que vale a pena destacar é a forma de cobrança. Muitos escritórios especializados trabalham com honorários de êxito, ou seja, eles só recebem um percentual se você ganhar a causa. Isso abre as portas da justiça para todo mundo, não importa a sua situação financeira no momento.
Se precisar de uma análise do seu caso, não hesite. Para entender melhor como um advogado especialista em direito previdenciário pode te ajudar, leia nosso artigo completo e não deixe seu direito desprotegido.
Perguntas frequentes sobre o pente fino do INSS
Mesmo depois de tanta explicação, é normal que ainda fiquem algumas dúvidas bem específicas sobre o pente fino do INSS. Para descomplicar, separei as perguntas que mais aparecem por aqui e respondi de forma bem direta. Às vezes, um detalhe faz toda a diferença.
Quem se aposentou por decisão judicial pode ser chamado?
Sim, com certeza. Achar que uma vitória na Justiça te blinda para sempre do pente fino é um erro comum. A decisão judicial só confirma que, naquele momento, você cumpria todos os requisitos para receber o benefício.
A lei, no entanto, obriga o INSS a checar periodicamente se a incapacidade que deu origem à sua aposentadoria ou auxílio ainda existe. Por isso, mesmo quem conseguiu o benefício na Justiça pode, e vai, ser chamado para novas perícias, principalmente se já recebe o pagamento há muitos anos. A dica de ouro é a mesma para todo mundo: deixe seus laudos e exames médicos sempre em dia.
O que acontece se eu faltar à perícia médica?
Faltar a uma perícia agendada é, sem exagero, um dos piores erros que você pode cometer. A consequência é a suspensão imediata do seu benefício. Para o INSS, a sua ausência é um sinal claro de que você não precisa mais daquele dinheiro.
Depois da falta, você até tem um prazo para justificar o motivo, mas precisa ser algo realmente sério, como uma internação hospitalar comprovada com documentos. Se o INSS não aceitar sua justificativa, o benefício será cancelado de vez.
A regra é simples: nunca falte a uma perícia. Se acontecer um imprevisto grave que te impeça de ir, ligue para o INSS antes da data marcada, tente reagendar e guarde todas as provas do motivo da sua ausência. Ser proativo é a sua melhor defesa.
Recebo BPC/LOAS. O pente fino também vale para mim?
Sim, e pode apostar que os beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS) são um dos alvos preferidos do pente fino. A revisão, nesses casos, foca em dois pontos principais.
Primeiro, o INSS quer saber se a condição de deficiência ou de pessoa idosa (com mais de 65 anos) ainda existe. Segundo, e aqui o cerco se fecha, a fiscalização mira no critério de renda familiar. O governo cruza dados de várias fontes para ver se a renda por pessoa na sua casa não ultrapassou o limite de 1/4 do salário mínimo.
A melhor forma de se proteger é simples: mantenha seu Cadastro Único (CadÚnico) atualizado, no máximo a cada dois anos. Qualquer mudança na família — alguém começou a trabalhar, alguém se mudou, nasceu um filho — precisa ser informada na hora lá no CRAS.
Encarar o pente fino do INSS sozinho pode trazer muita dor de cabeça e insegurança. Ter o apoio de quem realmente entende do assunto é o que vai garantir que seus direitos sejam respeitados. A equipe da Sousa Advogados é especialista em direito previdenciário e está pronta para analisar seu caso com o cuidado que ele exige. Fale conosco agora pelo WhatsApp e receba a orientação certa para passar por essa fase com tranquilidade.
Descubra quando voce pode se aposentar
Use nosso simulador gratuito e veja em quais regras voce ja tem direito — antes e depois da Reforma.


